27 de abril de 2017

Entrevista com Giulia Nadruz, ex-aluna do Garriga e dubladora da Bela no filme “A Bela e a Fera”

Ela é uma atriz de apenas 25 anos e já tem um currículo de dar inveja. Giulia Nadruz, ex-aluna do colégio Garriga, já foi a meia-irmã de Cinderela, a Fiona de Shrek,  a Molly de Ghost. Agora ela enfrenta um novo desafio na carreira: dublar a personagem Bela no filme “A Bela e a Fera” interpretada pela atriz Emma Watson.

Em uma entrevista para o site do Garriga, ela conta um pouco sobre a sua época de escola, seu início na carreira do teatro e sua trajetória nos musicais. Ela também explica como foi o processo de seleção para o filme “A Bela e a Fera” e a alegria de ter sido escolhida para dublar a personagem. Veja o vídeo onde ela solta a voz cantando a música “Bela” e logo depois a entrevista com a atriz.

1 – Você foi aluna do Garriga e participava de alguns projetos de artes como Teatro e Coral. Como foi nessa época? Isso te ajudou a se descobrir como artista?

Com certeza. Comecei a participar do Coral Mirim aos sete anos e  das aulas de teatro aos dez. Esse primeiro contato com a arte foi muito importante para o meu desenvolvimento como artista. Foi daí que eu descobri minha vocação. Sou muito grata à Thelma e ao Gunnar Taets que lideravam o coral, às aulas de técnica vocal que tínhamos regularmente com a Gláucia Mancebo, à Cecília Porto e Wandete Pujol pelas aulas de teatro e todos os profissionais envolvidos da escola.

2 – Depois de terminar os estudos, você decidiu ingressar na vida artística. Como foi esse processo?

Na verdade, eu prestei vestibular para Direito e cheguei até a cursar um ano na UFRJ. É realmente muito difícil para um jovem de 17/18 anos escolher uma profissão. Muitos acabam trocando de curso – às vezes mais de uma vez – até encontrar sua vocação. Comigo foi assim. Comecei a estudar teatro e música mais a fundo logo depois de me formar no colégio, e acabei começando a trabalhar com arte muito cedo, junto com meus primeiros meses na faculdade. Logo vi que era realmente o caminho artístico que eu queria seguir.

3- Você chegou a ficar receosa, com medo de não dar certo? Seus pais te apoiaram?

Com certeza, tive medo no início, nunca tinha pensado que o meu hobbie poderia se tornar uma carreira. Meus pais também tinham medo pela instabilidade da profissão e davam força para que eu continuasse a faculdade de Direito. As coisas acabaram acontecendo muito intensamente, comecei a trabalhar e foram surgindo várias oportunidades. Isso fez com que, tanto meus pais quanto eu, ganhássemos confiança e acreditássemos na minha escolha. Meus pais me apoiam até hoje, a confiança deles foi e é muito importante para mim.

4- No seu currículo você tem uma lista de musicais. Por que você escolheu esse ramo do teatro, que ainda é pouco comum no Brasil? Como foi o início? Qual o papel que te marcou mais?

Sempre fui fã de musicais desde criança. Acabei entrando para esse ramo, pois, além de atuar, eu também cantava e dançava  (faço aulas de ballet e jazz desde pequena). Então, a música é que acabou me inserindo no mercado teatral. Trabalho muito com musicais, mas também já fiz séries de TV e peças não musicais (além das dublagens). No meio artístico a gente tem que ter muita disciplina e paciência. Fiz alguns testes e recebi alguns “nãos” até entrar no meu primeiro grande projeto. Faz parte e não podemos desistir com as adversidades do caminho. Estudei bastante e continuei insistindo até que me estabeleci no mercado (e continuo fazendo tudo isso! Rsrs). Tenho carinho por muitas personagens e peças que fiz. Algumas das minhas preferidas foram: Serena Katz (Fame), Fiona (Shrek), Gabrielle (Cinderella), Molly (Ghost) e Bela (Dublagem de  A Bela e a Fera).

5 -Como foi o processo de seleção para a dublagem do filme a Bela e a Fera?

Houve vários testes com várias atrizes. Quando fui chamada para o teste, não sabia para qual personagem estaria audicionando. Quando cheguei e descobri que era para a Bela, fiquei super nervosa (rsrs). Sempre fui muito fã do filme e dessa personagem, então fiquei muito feliz quando recebi a resposta de que tinha sido a escolhida.

6- O que você achou do resultado final? Qual foi a música que você mais gostou de cantar?

Fiquei muito feliz com o resultado. Toda equipe que trabalhou na dublagem desse filme é excelente, fizemos tudo com muito carinho e preciosismo para chegar ao resultado que está hoje nos cinemas. Não consigo escolher minha música preferida! Rsrs. Eu amei dublar todas.

7 -Quais são os seus planos para o futuro?

Pretendo continuar trabalhando com teatro, TV, dublagem e tenho muita vontade de trabalhar com cinema também. Tenho minha Cia de teatro em São Paulo ( Cia 61 de teatro) e estamos montando nossa primeira peça. Além disso tenho outros projetos encaminhados, assim que puder eu conto! Rsrs

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